Você já viu um gráfico de radar? Eles nos ajudam a quantificar múltiplas dimensões ou conceitos na forma gráfica de radar.
Veja os exemplos a seguir:
Agora, você consegue imaginar como eles podem ser utilizados como instrumento de avaliação na sala de aula?
A autoavaliação visível é uma simplificação da técnica estatística de construção de gráficos de radar e pode ser uma ferramenta poderosa para engajamento de estudantes.
Na verdade, ela já é conhecida como forma de avaliação formativa há tempos.
Trata-se de uma metodologia simples e efetiva que pode ser utilizada para tornar visível a aprendizagem sobre quaisquer temas.
Isso se dá por meio de uma autoavaliação de graus de familiaridade, uso ou conhecimento que cada um tem em relação a um certo tema.
Assim, é possível trabalhar com a autoavaliação como parte do processo de aprendizagem, mobilizando conhecimentos prévios e automonitoramento no início, durante e ao final de um estudo.
Além de gráficos e etiquetas, também é possível utilizar essa estratégia em ambientes digitais, utilizando o aplicativo Mentimeter, como nos exemplos a seguir:


Figura 1: exemplo de autoavaliação por gráficos de radar com etiquetas (modelo analógico, em papel). À esquerda gráfico no início de uma oficina, à direita, ao final.
Nota-se um esverdeamento e amarelamento das etiquetas (o que revela um aumento da proficiência nos temas em questão).
Fonte: acervo pessoal da autora.

Figura 2: exemplos de autoavaliação visível por gráfico de radar no aplicativo Mentimeter, coletadas antes de uma oficina para formação de professores (à esquerda) e depois (à direita).
A escala é de 0 a 5, sendo 0 ao centro e 5 nas bordas. A ampliação do gráfico revela uma ampliação do conhecimento dos participantes (de 1.9 a 2.1 no início a médias em torno de 3.8 ao final).
Fonte: acervo pessoal da autora.
7 ideias práticas para utilizar gráficos de radar na sala de aula
- Conscientizar professores sobre objetivos de atividades criativas mão na massa;
- Mapear conhecimentos prévios do grupo;
- Encorajar o auto monitoramento, auxiliando alunos a refletir sobre o próprio processo de aprendizagem (metacognição);
- Estimular a discussão sobre objetivos e critérios avaliativos de uma mesma atividade ou projeto, ou sobre habilidades e atitudes desenvolvidas em uma unidade de ensino;
- Tornar o pensamento analítico e reflexivo parte da rotina dos estudantes, assim como a autoconsciência e autoavaliação;
- Adotar estratégias qualitativas de autoavaliação como parte da rotina de sala de aula;
- Engajar estudantes com os temas ou conteúdos de uma aula ou oficina (pode ser qualquer um, disciplina, interdisciplinar ou ligado a autoavaliação de competências, como criatividade, comunicação etc).
Onde encontrar outras ideias para utilizar gráficos de radar na sala de aula
O Centro de Referências em Educação Integral lançou uma plataforma para divulgar metodologia de fundamentos e instrumentos para o desenvolvimento curricular alinhado à BNCC.
Nesse sentido, essa é uma publicação crítica que traz ferramentas inovadoras para a prática gestora e docente das redes públicas de ensino no Brasil.
Dentre as ferramentas, os usuários poderão encontrar os gráficos de autoavaliação rápida, que podem ser feitos sempre no início e ao final dos processos de formação.
Uma amostra do seu funcionamento pode ser conferida na plataforma de currículo na Educação Integral, ao acessar, procure a metodologia 1.
Para mais conteúdos relevantes sobre o engajamento de estudantes, acompanhe o trabalho da Ativa através da nossa Biblioteca Virtual!
Referências
ANDRADE, Julia Pinheiro; COSTA, Natacha; WEFFORT, Helena Freire. Currículo e Educação Integral na Prática: uma referência para estados e municípios. Caderno 1 e 2 . In: Plataforma-Metodologia de Currículo para a Educação Integral. São Paulo: Centro de Referências em Educação Integral/British Council, 2019. Disponível em: <https://educacaointegral.org.br/curriculo-na-educacao-integral>. Último acesso em 09/01/2020.